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Tratamento ético
para e-mails comerciais
A forma mais adequada de incluir pessoas num mailing comercial e evitar a
antipatia causada pela maioria dos spams -- mensagens comerciais enviadas
sem assentimento prévio a grande número de pessoas -- é pedir que o próprio
internauta manifeste sua vontade de receber outros e-mails, de acordo com
o advogado Renato Opice Blum, presidente do Petit Comitê do Direito da
Tecnologia, da Câmara Americana.
“Manter o envio até que a pessoa solicite descadastramento, a meu ver,
não é a alternativa mais indicada, e esse mecanismo tem demonstrado falhas.”
Blum se refere a casos de internautas que comunicam desinteresse por determinado
conteúdo mas continuam recebendo mensagens da empresa responsável.
Como ainda não existe uma legislação específica que trate de spam
no Brasil, o advogado sugere algumas precauções no envio de e-mails
comerciais não autorizados. “O ideal é que a mesma mensagem seja enviada
apenas uma vez, e que não seja pesada – tenha poucos Kbytes. Também é
importante conter um texto informativo sobre seu tamanho e o tempo que levará
para ser carregada.” Mesmo na ausência de regulamentação especial, Blum
lembra que o internauta que se sentir prejudicado com o recebimento de spam
pode pedir indenização por prejuízos patrimoniais ou morais.
O advogado alerta ainda para o caso de spams que se autodeclaram
amparados legalmente ao divulgar em seu conteúdo trechos de um projeto de lei
norte-americano. “Apesar do interesse do remetente em executar algo legal,
esse projeto de lei sequer foi aprovado e, mesmo que fosse, não teria validade
no Brasil”, esclarece.
4/7/01
Fonte:
Amcham UPDATE
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