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Ciência no Brasil e Riqueza A falta de núcleos de pesquisa em empresas é uma das principais causas da baixa geração de tecnologia no Brasil na opinião de Carlos Henrique de Brito Cruz, presidente da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). “Atualmente, a maior parte da produção científica nacional não gera PIB”, afirmou esta manhã em apresentação para o Comitê de Tecnologia da Amcham-SP. “Nos Estados Unidos, 80% dos pesquisadores trabalham em empresas, contra 11% no Brasil”, comparou. “O País conseguiu o segundo lugar entre os que mais cresceram em pesquisa científica de 1995 a 1998, alcançou 1,5% de participação mundial, mas mantém números irrisórios de inscrição de patentes.” Para se ter uma idéia, a Coréia do Sul, que ficou na primeira posição em crescimento da produção científica de 95 a 98, registrou 3,5 mil patentes nos Estados Unidos em 2000, contra 98 do Brasil. Patente é providência típica de empresa, pois protege o conhecimento, mantido em sigilo até o momento em que possa ser usado no processo produtivo. Já a missão da universidade é, ao contrário, divulgar conhecimento para a comunidade. Por isso, segundo o presidente da Fapesp, o trabalho conjunto entre universidades e empresas não é a melhor forma de reverter o quadro de baixo desenvolvimento tecnológico no País. “Há diferenças culturais e conceituais entre empresas e universidades que limitam as possibilidades de parceria.” Brito Cruz também citou a agilidade necessária à pesquisa corporativa, que impede o compartilhamento de experiências e prejudica o processo de aprendizagem dos alunos. “Essa é uma característica mundial. Nos Estados Unidos, apenas 7% das pesquisas feitas em universidades são contratadas por empresas. No Massachusetts Institute of Technology, um dos mais conceituados do mundo e que mais recebem recursos, esse número não ultrapassa os 15%.” Veja reportagem da revista Update sobre as linhas de financiamento da Fapesp para pesquisas privadas 27/7/01
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