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Saúde discute Marketing dirigido a Médicos 7/8/01 Laboratórios que desejam conquistar atenção e lealdade de médicos devem substituir o modelo clássico de marketing por ações focadas na prestação de serviços, de acordo com Eduardo Farah, sócio-diretor da Quest Consultoria e Treinamento. “Alternativas que insinuam ‘comprar’ o médico, como oferecer brindes caros, resultam em um comportamento interesseiro e descompromissado”, afirmou hoje em reunião do Comitê de Saúde da Amcham-SP.Para o consultor, a melhor forma de fidelização é desenvolver atividades com base nas principais necessidades do profissional de saúde – entre elas, estar atualizado cientificamente e gerenciar a vida pessoal e o trabalho. “Um serviço de consultoria para buscar, filtrar e informar ao médico as principais novidades do segmento é uma opção.” Parcerias para a implantação de sistemas operacionais que agilizem o trabalho em consultórios foi outro exemplo citado por Farah. Finanças versus ética A falta de um gerenciamento financeiro por parte dos médicos também foi abordada pelos consultores da Quest. “Eles ainda trabalham com uma gestão amadora e informal demais”, afirmou Urânio Paes Júnior, sócio-diretor da consultoria. “Os que trabalham em consultórios muitas vezes têm de gerenciar talões de cheques e cartões de bancos diferentes, relacionados aos convênios com os quais trabalham. Além de não realizar controle periódico das contas, misturam gastos pessoais e perdem a noção do lucro de suas atividades”, comentou. Para Luiz Cláudio Aranha, da Dagom, a gestão de negócios deveria estar incluída na formação dos profissionais de saúde. “Esse tema precisa constar não só de MBAs, mas dos cursos universitários.” Charles Schmidt, da Innovex, ponderou os riscos que o foco em finanças podem apresentar para a ética da atividade. “Não posso atender um paciente pensando em como ganhar mais dinheiro com ele”, disse, colocando a dificuldade que esse profissional enfrenta ao ter de desviar seu foco de atuação: “A alta adesão dos médicos a empregos no setor público reflete em parte esse problema. Na hora de ampliar o atendimento, é muito mais vantajoso optar por lugares que não demandarão esse trabalho de gestão”, constatou Schmidt. 7/8/01
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