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Fórum na Amcham discute mercado de telecomunicaçõesCerca de 60 pessoas participaram, ao longo de todo o dia da quinta-feira (7/12), do II Fórum de Telecomunicações Amcham. O Fórum reuniu representantes das companhias do setor para discutir as perspectivas do mercado de telecomunicações no Brasil. O Governo federal tem como meta ampliar os serviços wireless (sem fio) para atingir 58 milhões de usuários até o ano de 2005.Estiveram na Amcham-SP representantes de operadoras como a BCP, Tess Celular, CTBC-Telecom, mas também de fornecedores como Alcatel, Ericsson, Qualicomm, além da norte-americana CrownCastle (torres), entre outras. O setor está na expectativa da ampliação do mercado, já que, a partir de janeiro de 2001, a Anatel (agência que regula as teles), abrirá as licitações para as bandas C, D e E. O regulamento para a concorrência está disponível no website da Anatel (ver abaixo). O governo espera que a banda C esteja operando até setembro de 2001, informou o conselheiro da Anatel, Antonio Valente, que também participou do Fórum. Conclusões O mercado de teles se ampliará muito nos próximos anos – e o setor precisa estar preparado para responder ao crescimento da demanda. Na área de tecnologia, o grupo acredita que as tecnologias atuais (TDMA, CDMA, GSM) irão convergir, nos próximos dois ou três anos, para tecnologias de terceira geração. A terceira geração é uma capacidade tecnológica que permite um maior potencial de transmissão de dados pelo celular. O fórum levantou também preocupações a respeito dos custos associados à implementação de novas tecnologias, que requerem investimentos altos. Na área de mercados, os participantes destacaram, entre outros aspectos, que os serviços de dados (Data Services) são um segmento com um potencial grande de crescimento, embora ainda pouco explorado. O Fórum levantou também que os serviços de telefonia tradicionais têm dificuldades em baixar seus preços. Uma das barreiras levantadas para a ampliação do número de usuários no país encontra-se na área tributária. Os participantes consideram muito altos os impostos cobrados pelo Governo no setor. Na área financeira, prevê-se que a disponibilidade de crédito para o setor será menor agora do que na época da instalação da banda B. Entre os motivos para isso, estão as dívidas já existentes das empresas de telecomunicações e também os riscos associados à maior concorrência no mercado. Para ler na íntegra o regulamento para a concorrências nas bandas C,D e E, clique aqui.
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