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Saúde: Empresas de autogestão e planos
de saúde
O futuro das empresas de autogestão de serviços de saúde
passa pela associação com as administradoras de planos de saúde, segundo o
gerente da divisão de saúde da Fundação Cesp, Sérgio Candio, em palestra ao
Comitê de Saúde da Amcham-SP. Segundo Candio, as empresas de autogestão
precisam ganhar escala para diluir os custos. Atualmente, acrescenta, essas
entidades contam com um número de associados limitado ao seu conjunto de
funcionários, muitos dos quais já aposentados. No caso da Fundação Cesp, dos
165.260 associados, 84.200 estão na ativa e 81.060 são aposentados. “Se hoje
temos uma gama razoável de clientes, isso poderá não ser suficiente para a
nossa sobrevivência amanhã”, afirmou Candio.
Troca de experiências
Na
avaliação do gerente de saúde da Fundação Cesp, a grande vantagem na
associação entre as empresas de autogestão e as administradoras de planos de
saúde será a troca de experiências. “Nós sabemos lidar muito bem com
público aposentado. Esse é um know-how que temos e que poderia ser repassado a
uma operadora privada”, disse Candio. Por outro lado, afirma, as companhias de
auto-gestão teriam um ganho nos quesitos competitividade, escala, agilidade de
informações e fidelização do cliente. Para Candio, a união entre as duas
áreas é apenas uma questão de tempo. “Hoje temos mais de 4 mil operadoras
de saúde no Brasil. Na minha opinião, daqui a três anos vão restar apenas
10% desse grupo”, afirmou.
Fonte:
Amcham UPDATE
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