|
| |
Governo vai fiscalizar empresas de informática e
fabricantes de computadores
Brasília, 29/10/2002 (Agência Brasil - ABr) - A fiscalização
nas empresas de informática e fabricantes de computadores, iniciada pelo
governo federal, é apenas a primeira etapa de um amplo processo que será
estendido a todos os setores beneficiados pelos incentivos da Lei de Informática.
Segundo o secretário-adjunto de Política e Informática do Ministério da Ciência
e Tecnologia, Roberto Pinto Martins, a fiscalização será um procedimento de
rotina e servirá para detectar a ocorrência de importação irregular de
componentes, partes e peças pela indústria brasileira.
Inicialmente serão inspecionadas 12 das 213 empresas que atuam formalmente no
setor. Selecionadas pelo faturamento ( seis empresas), por sorteio (três
empresas) e por apresentarem indícios de irregularidades ( três empresas) elas
já foram intimidadas a prestar informações detalhadas sobre sua atividade,
tais como volume de compras realizado nos mercados interno e externo, volume de
produção e principais fornecedores.
As informações serão analisadas e confrontadas com as contidas nos bancos de
dados dos Ministérios da Ciência e Tecnologia e do Desenvolvimento, Indústria
e Comércio Exterior. Se necessário, os dois Ministérios realizarão fiscalização
in loco nas empresas.
Com base nas informações armazenadas nos bancos de dados, os dois Ministérios
já constaram, por exemplo, a ocorrência de indícios de subfaturamento na
importação de gabinetes e mouses para computador. Milhares de mouses foram
importados a US$ 0,50 enquanto o preço normal é em torno de US$ 2 a unidade, e
gabinetes foram importados a valores até 400 vezes inferior ao praticado no
mercado internacional. Queremos checar o que está acontecendo neste setor,
afirmou Roberto Martins, acrescentando que a fiscalização também verificará
a ocorrência de pirataria de software.
Segundo o secretário-adjunto do MCT, o processo de fiscalização abrangerá
valor, volume e necessidade de importação. O volume de importação tem que
ter consistência com o volume de produção e com a capacidade de absorção do
mercado. Se for detectado qualquer tipo de irregularidade, as empresas terão os
incentivos suspensos e terão o prazo de 30 dias para corrigir os problemas.
Caso contrário, haverá a suspensão definitiva dos benefícios e as empresas
serão formalmente denunciadas à Receita Federal.
(Fonte Agência
Brasil)
| |
|